A compra de uma plataforma de tecnologia geralmente é vista como um ponto de virada: é um investimento, uma expectativa, uma decisão estratégica.
É como comprar uma Ferrari: motor sofisticado, tecnologia de ponta, capacidade de alto desempenho. Mas, na prática, você a usa para ir e voltar do supermercado.
A Ferrari não está falhando. Ela apenas não está sendo usada para o que foi projetada.
Algo parecido acontece com muitas plataformas nas empresas.
O mito da implementação
Na maioria das histórias de tecnologia corporativa, o momento de entrada em operação é visto como o objetivo final. A plataforma é instalada. Os usuários têm acesso. Os painéis começam a mostrar os dados. E então a equipe diz: "Pronto, agora vamos ver os resultados".
Mas não é tão simples assim.
Implementar uma plataforma significa colocá-la para funcionar. Aproveitá-la significa impactar processos, metas e resultados reais de negócios.
De acordo com a pesquisa da Gartner, até 50% dos projetos de CRM não conseguem atingir os objetivos comerciais definidos inicialmente, mesmo quando a implementaçãotécnica está concluída.
A tecnologia não falha. O que falha é a expectativa de que, uma vez implementada, ela funcionará por si só.
A Ferrari na garagem
A subutilização de uma plataforma geralmente não começa com um grande erro. Geralmente começa com pequenas decisões cotidianas.
Primeiro, algumas funcionalidades são deixadas "para depois". Depois, os processos automáticos são mantidos no básico. E, mais tarde, algumas equipes começam a usar planilhas paralelas "porque é mais rápido". Até que um dia alguém pergunta em voz alta : "Será que estamos realmente aproveitando tudo o que essa plataforma pode fazer?"
Essa pergunta geralmente recebe respostas como:
- "Nem todas as equipes estão usando todas as funcionalidades".
- "Não está claro para nós se estamos usando todo o potencial."
- "Usamos apenas aquilo com que nos sentimos confortáveis."
Você não está sozinho. Uma pesquisa recente da HubSpot mostra que muitas organizações conseguem centralizar as informações em seu CRM, mas lutam para transformar esses dados em processos, automações e decisões acionáveis.
O resultado é uma plataforma que funciona como um repositório de informações, mas não como um impulsionador operacional do negócio. Portanto, o CRM, nesse caso, existe, o investimento foi feito, mas seu impacto real é muito menor do que o esperado.
O custo oculto de usar apenas parte dele
É aqui que o eixo de negócios entra em ação.
Quando você usa apenas uma parte da sua plataforma, ou não a faz evoluir no ritmo que a empresa precisa, começam a surgir custos que nem sempre são visíveis, mas que são sentidos na operação diária.
Você paga por licenças completas, mas não capitaliza o valor total delas. A equipe continua a trabalhar com ineficiências manuais que poderiam ser resolvidas. As informações não fluem de forma integrada entre as áreas. E as decisões são tomadas com dados incompletos ou com informações que nem sequer vêm da plataforma.
Em outras palavras: o valor que a tecnologia poderia trazer fica oculto ou estagnado, sem se traduzir em resultados tangíveis.
Não se trata apenas de "não usar uma funcionalidade". Trata-se de não ativar recursos ou fazer pequenas alterações para acompanhar os negócios, gerando eficiência, clareza operacional e melhores decisões.
De ferramenta estática a mecanismo dinâmico
As plataformas não foram feitas para ficarem paradas. Elas não são obras de arte para serem contempladas depois de prontas, mas sim mecanismos projetados para apoiar decisões, automatizar processos e conectar equipes.
Quando todo o seu potencial é aproveitado, a plataforma deixa de ser apenas um sistema de suporte e começa a organizar a operação. Marketing, vendas e serviços trabalham com a mesma fonte de informações, os dados ganham qualidade e as tarefas manuais começam a desaparecer. Essa mudança libera tempo, foco e energia para o trabalho estratégico.
Mas nada disso acontece automaticamente. Para que uma plataforma se torne um mecanismo dinâmico, não basta ter concluído a implementação.
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Suporte contínuo: ajuste fino do mecanismo
É aqui que o suporte contínuo se torna essencial. Não se trata de suporte reativo. Trata-se de um modelo evolutivo em que a plataforma é constantemente revisada, ajustada e otimizada, de acordo com os objetivos reais do negócio.
Um acompanhamento bem projetado possibilita:
- Detectar oportunidades de melhoria antes que elas se tornem problemas.
- Priorizar as otimizações de acordo com o impacto real.
- Traduzir novas funcionalidades em processos concretos.
- Garantir a adoção sustentada pelas equipes.
Assim, a plataforma deixa de ser um investimento "fechado" e se torna um ativo vivo.
Conclusão: o risco real
Investir em tecnologia de ponta é uma etapa estratégica e valiosa. Mas o valor não aparece no dia em que ela é implementada, e menos ainda se for deixada de lado enquanto a empresa avança.
Extrair o máximo valor de uma plataforma requer foco, suporte e melhoria contínua. Quando isso ocorre, o investimento deixa de ser um custo e se converte em resultados reais.
Sua plataforma está entregando todo o valor que você esperava?
Na HAL, atuamos junto às equipes após o go-live, otimizando processos e ativando o potencial real da sua tecnologia de forma contínua.
Se quiser avaliar o valor que está aproveitando hoje e onde há oportunidades de melhoria, vamos conversar.
Perguntas frequentes
Por que muitas empresas não tiram o máximo proveito de seu CRM?
Porque elas tendem a encerrar o projeto na implementação. Sem um modelo de melhoria contínua, a plataforma permanece estática enquanto os negócios mudam, levando à subutilização e à perda de valor ao longo do tempo.
O problema é a tecnologia ou como ela é usada?
Na maioria dos casos, o problema não é a tecnologia. As plataformas modernas estão prontas para escalar e se adaptar, mas exigem ajustes constantes, adoção real pelas equipes e suporte para mantê-las alinhadas com os objetivos comerciais.
O que é suporte contínuo em uma plataforma como a HubSpot?
É um modelo de trabalho que vai além do suporte técnico. Ele inclui otimização permanente, ativação de funcionalidades não utilizadas, melhoria de processos e acompanhamento das equipes para garantir que a plataforma gere valor real de forma sustentada.
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